0.3
- REMÉDIOS FLORAIS PARA OS QUE SENTEM MEDO
3.5
- RED CHESTNUT (Aesculus carnea)
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É
uma árvore de copa ampla, produz uma boa sombra,
cresce de 10 a 15m de altura.
Suas
flores vermelhas desabrocham em cachos piramidais, voltadas
para cima, no final de maio até junho.
As
virtudes de Red Chestnut são a capacidade de
transmitir coragem
e segurança
aos que amam.
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As
pessoas do tipo Red Chestnut são protetoras e mantém
uma forte sintonia com
aqueles que amam, sendo capazes de transmitir-lhes coragem
e força nas situações
difíceis, mesmo estando distantes.
Sintomas
Devidos ao Bloqueio de Energia
Quando
no estado negativo de Red Chestnut, as pessoas fazem um vínculo
simbiótico com
as pessoas que amam, não se preocupam com o que pode
acontecer com elas, mas sim
com os outros e dispensam para os entes queridos excessivos
cuidados, sempre
imaginando que o pior pode acontecer.
São
os pais que não dormem antes dos filhos chegarem em
casa, se o marido ou esposa
tem um pequeno atraso, surge a idéia de que algum acidente
possa ter acontecido. São as mães que não
se sentem em paz enquanto os filhos adultos não comunicam,
tarde da noite, que chegaram em segurança na sua viagem.
São as avós cujo coração lhes
pára na boca quando pensam que o neto tem de atravessar
sozinho uma rua de muito trânsito. Ficam
muito preocupados por aqueles que apresentam o mais leve sinal
de alguma doença,
ainda que não perigosa, sendo que uma pequena enfermidade
torna-se um enorme
problema na imaginação.
Os
Elos simbióticos que as pessoas Red Chestnut no estado
negativo criam são comuns
entre mãe/pai e filhos, entre marido e mulher, sobretudo
quando estão envolvidas
projeções dos pais, saber, a esposa projeta
no marido os problemas do próprio pai ou
vice-versa. Nesses casos, o desenvolvimento de ambos será
retardado, pois num
estado simbiótico, quando um dos parceiros tenta cortar
o cordão, o outro se verá automaticamente envolvido,
e pode tentar manter o vínculo.
No
estado negativo de Red Chestnut, o conceito de amor ao próximo
é egoisticamente
mal-interpretado. A outra pessoa se transforma, inconscientemente,
no objeto sobre
o qual são projetados nossos pensamentos e dúvidas
limitativas. (SCHEFFER, 1995).
Características
que chamam atenção:
·
Tem grande apego aos parentes e amigos.
·
Preocupa-se em excesso pela segurança dos outros, sem
medo algum em relação
à própria pessoa.
·
Pensa que alguma coisa pode ter sucedido à outra pessoa
se ela estiver atrasada.
·
Receia que um sintoma insignificante possa ser sinal de moléstia
grave em outra pessoa.
·
Depois de um acidente, imagina todas as coisas terríveis
que poderiam ter acontecido.
Transformação
Potencial:
·
São capazes de enviar pensamentos de segurança,
saúde ou coragem aos que deles necessitam e que possam
estar em perigo ou enfermos em alguma ocasião.
·
Permanecem física e mentalmente calmos numa situação
de emergência,
transmitindo segurança e coragem.
·
Fazem uma oração e entregam com confiança
seus filhos a Deus nas situações de risco.
Afirmações
Eu
mantenho minha própria realidade psíquica.
Eu
tenho um desapego saudável dos problemas dos outros.
Eu
confio no desenrolar divino dos eventos à minha volta.
(KAMINSKI e KATZ, 1991)
Caso
Clínico
Homem,
60 anos.
Ao
procurar-nos para tratamento, estava sofrendo de uma séria
erupção cutânea nos pés,
que atingia a planta e a região dorsal. Formavam-se
bolhas que estouravam, deixando
a pele dura, escamosa e bastante irritada. O processo repetia
continuamente o seu ciclo
desde que aparecera pela primeira vez, cerca de dezoito anos
antes. Nessa ocasião,
o filho do paciente sofrera um acidente. Fraturou o braço,
que posteriormente ficara paralisado. Isso representara um
grande choque para o pai, causando-lhe
grande ansiedade. Alguns dias mais tarde, o problema de pele
começou a se manifestar. Depois de um tratamento de
raios X, a erupção desapareceu mas, dez anos
depois, quando
o paciente quebrou dois ossos do pé, elas tomaram a
aparecer. O problema foi novamente tratado com raios X, tendo
igualmente desaparecido, apenas para voltar alguns anos mais
tarde, quando ele quebrou o fêmur; a mesma rotina se
repetiu: raios X, desaparecimento.
No ano seguinte, foi operado para que lhe removessem o rim
direito. A operação foi
muito bem sucedida, mas a erupção tornou a aparecer,
tendo o radiologista se recusado
a aplicar-lhe mais raios X em virtude do perigo da super-exposição.
O problema foi tratado com loções e pomadas,
mas sem resultado. Quando conhecemos
esse paciente, sua condição de saúde
era bastante precária; seus pés estavam inflamados
e era intensa a irritação, tão intensa
que o impedia de dormir. Ele estava muito fatigado, nervoso
sem apetite. Contou-nos que estava começando a evitar
as pessoas e a perder
seu interesse pela vida. Disse ele: "É como se
a vida tivesse perdido, há séculos,
seu encanto para mim." Porém, o que mais o preocupava
era a possibilidade de perder
seu emprego e de não conseguir sustentar seus familiares.
Em sua imaginação,
ele já os via sem teto e passando fome.
Prescreveu-se Red Chestnut para sua ansiedade em relação
à família, Star of Bethlehem
para os choques por que passara, e Crab apple para limpar-lhe
a mente e o corpo.
Em um mês, informou que a irritação nos
pés diminuíra e que a inflamação
havia cedido.
Sentia que seu estado geral de saúde havia melhorado,
permitindo-lhe um sono tranqüilo
pela noite. Os mesmos Remédios foram repetidos e, quatro
meses depois, ele informou
que sua saúde estava muito boa no geral, sendo que
o problema cutâneo desaparecera novamente. Escreveu:
"Desde que passei a tomar os Remédios, minha
perspectiva
de vida se transformou, e muito! Sou-lhes bastante grato."
(CHANCELLOR, 1995).