CURSO AVANÇADO
SABONETES ARTESANAIS

- V UNIDADE -

FLORAIS DE BACH

FLORAIS DE BACH 0.2 - UNIDADE
0.1 - Remédios Florais para a Solidão
Heather, Impatiens, Water Violet.

Remédios Florais Para os Que Tem Sensibilidade Excessiva a Influências e Opiniões:
Agrimony, Centaury, Holly, Walnut.

Remédios Florais Para os Que Sentem Preocupação Excessiva
com o Bem-Estar dos Outros:
Beech, Chicory, Rock Water, Vervain, Vine.

SOBRE OS REMEDIOS FLORAIS:
Qual a Qualidade que Cada Medicamento Ancora no Ser Humano.
Para Que São Utilizados os Remédios.
Afirmações para cada uma das flores
As Mensagens das Flores em Palavras Transformadoras para a Alma.
Descrição de um Caso Clínico para Cada Essência Floral.
0.1 - REMEDIOS FLORAIS PARA A SOLIDÃO

1.1- Heather (Calluna vulgaris - urze)

Esta é uma planta que sobrevive mesmo em solos não muito férteis, suportando climas úmidos
ou secos. Suas flores brotam em abundância de agosto a setembro, nas hastes finas e eretas, são pequenas e de cores vibrantes, em vários tons de rosa, desde o rosa-claro até a cor púrpura.

A essência floral é produzida pelo método solar.

As virtudes de Heather são nos fazer ouvir o outro,

ter empatia e conseguir ajudar.

Heather relaciona-se com as qualidades da alma ligadas à empatia e à disposição para ajudar. As pessoas no estado negativo de Heather só se preocupam consigo mesmas
e com os seus problemas,
e esgotam os outros energeticamente de tanto
falar neles.

Sintomas Devidos ao Bloqueio de Energia:

Egocêntricos, são absortos em si mesmos, ocupam-se totalmente consigo mesmos,
sentem necessidade de ter um público. Reclamam demais, têm carência afetiva, são centrados em si mesmos e infelizes. Geralmente, são mal-humorados.

Gostam de contar aos outros suas dificuldades e todos os pequenos problemas, até
mesmo os assuntos mais triviais, e querem de discuti-los sempre que possível.
Exageram os seus problemas, fazem tempestade em copo d'água.
Não são bons ouvintes e têm pouco interesse nos problemas alheios.

Falam de forma rápida e incessantemente, não dão chance de o interlocutor interromper
a conversa, puxam o tema da conversa para si, aproximam-se de quem estão conversando, até mesmo seguram as pessoas, falando com elas bem de perto, como "carrapatos".

Seu excessivo egocentrismo exaure os ouvintes, e é muito difícil livrar-se deles, não
permitem que as pessoas se despeçam, pois sentem necessidade da atenção e da
energia das outras pessoas, são “vampiros” energéticos.

As “vítimas” preferidas de Heather são os tipos Mimulus e Centaury. Mimulus, porque não
tem coragem de dizer não, e Centaury porque são submissos e influenciáveis e acabam
sendo dominados pelo tipo Heather.

Quem necessita de Heather muitas vezes teve uma infância de privação emocional, veio de um lar com atmosfera muito fria, e essa carência afetiva persiste na idade adulta. “Carecendo de afeição e da apreciação familiar, o jovem ego tem de lutar por si mesmo emocionalmente. O falar constante de um tipo Heather, em primeiro lugar, é um estratagema inconsciente empregado pela per­sonalidade para certificar-se de que realmente existe. Se ela pode ouvir­se, os outros podem ouvi-la, e, portanto, ela existe” (SCHEFFER, 1997).

Dificilmente o estado de criança carente é percebido pelos outros, porque as pessoas Heather apresentam uma imagem exigente, decidida e dominadora, o que acaba afastando as outras pessoas, tornando inútil seu esforço para estabelecer contato e obter reconhecimento.

“A enorme pressão que aplicam automaticamente faz que as pessoas que deles se
aproximam recuem. A afeição por que o tipo Heather tanto anseia, por conseguinte,
é repelida pela sua própria atitude, e, embora tenha um auditório, ele permanece,
solitário, em seu interior” (SCHEFFER, 1997).

O conflito entre o Eu Superior e a personalidade de Heather está no egoísmo, na dificuldade
de crescer e se transformar em um adulto capaz de se doar. Voltando sua grande atenção e energia para o mundo que os rodeia e para a unidade, o grande todo, as pessoas tipo Heather entram no ciclo da generosidade e a energia, a atenção e o afeto que dedicarem aos outros lhes serão retribuídos.

Características que Chamam a Atenção:

· Pode ficar sem fôlego ao falar, fala rápido para não ser interrompido;

· Puxa o interlocutor para mais perto de si e pode até pegá-lo pelo braço;

· No estado introvertido: o paciente irradia uma grande preocupação com seus assuntos pes­soais, mesmo quando não fala muito a respeito deles;

· Quando criança, o paciente foi deixado por muito tempo sozinho, ou porque os pais trabalhavam, ou em creches sem muitos cuidados, ou em internatos, etc.;

· Tem desejo de companhia;

· Quer ser o centro das atenções;

· O entrevistador tem dificuldade em fazer as perguntas,
pois não consegue
interromper a verborragia de Heather.

Transformação Potencial:

Desviar a atenção de sua própria problemática;

· O adulto simpático, com grande empatia;

· Capacidade de compaixão, melhor observação da situação dos outros “

(SCHEFFER, 1999).

Afirmações:

“Eu esqueço a preocupação comigo no cuidado com os outros”

“Eu estou quieto internamente e capaz de realmente escutar os outros”

“Eu me nutro do meu interior e, então, irradio paz e força para os outros”.

(KAMINSKI e KATZ, 1991)

Caso Clínico:

Homem, 46 anos.

Este homem vivia uma relação difícil com a ex-muIher. Apesar de divorciado, insistia em participar de todos os passos e decisões da ex-esposa. No relacionamento com as filhas buscava atenção, afirmando o tempo todo que estava doente e sem dinheiro.

Nas tentativas de um novo relacionamento, era abandonado e achava isto muito injusto,
já que se considerava inteligente e interes­sante. Depois da separação passou a morar
com a mãe, de oitenta anos. Durante esse período, ora reclamava da pouca atenção
que ela lhe dispensava, ora do excesso de solicitação. Este senhor apresentava um
quadro de depressões periódicas.

Indicou-se Heather e, um mês depois, ele começou a enxergar que durante a vida toda só pediu e exigiu. Percebeu o quanto havia sido carente na infância e mostrou-se disposto a melhorar seu relacionamento com a mãe e as filhas. (BARTOLO,1993).

 

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